O corpo da enfermeira brasiliense Amanda Marinho Nascimento, morta em Portugal após comer um fruto do mar, aos 29 anos, será submetido a uma autópsia na segunda-feira (26/10), no país europeu. A liberação pelo Instituto de Medicina Legal (IML) português ainda não tem data definida e pode ocorrer na segunda ou na terça-feira (27/10). Após a liberação, o traslado ao Brasil deve levar de sete a oito dias. Leia também Distrito Federal“Comprometida e humana”, diz hospital sobre enfermeira morta em Portugal Distrito FederalMarido que perdeu esposa em Portugal faz triste relato: “Em 2h, tudo mudou” Amanda morreu na quarta-feira (21/10), durante a lua de mel com o marido, Tiago Nascimento, 11 dias após o casamento. Ela passou mal depois de comer um pedaço de lula empanada em um restaurante especializado em frutos do mar, na cidade de Leiria.O casal havia contratado um seguro de viagem para ter assistência em caso de emergência no exterior. Após a morte da esposa, porém, Tiago foi informado pela seguradora que o contrato funcionava por reembolso. Assim, ele e a família precisariam antecipar os custos do traslado, estimados em R$ 38 mil, para depois solicitar a devolução do valor, conforme as condições e os prazos do contrato.Diante da dificuldade, familiares e pessoas próximas organizaram uma campanha para arrecadar o dinheiro necessário. O montante já foi alcançado.7 imagensFechar modal.1 de 7Amanda Marinho Nascimento faleceu nessa quarta-feira (21/10), aos 29 anosReprodução/Redes sociais2 de 7Amanda e Tiago se casaram em 10 de outubroMaterial cedido ao Metrópoles3 de 7"Comprometida e humana", diz hospital sobre enfermeira morta em PortugalArquivo pessoal4 de 7O casal curtia lua de mel em PortugalReprodução/Redes sociais5 de 7Amanda passou mal após comer frutos do marMaterial cedido ao Metrópoles6 de 7Amanda e Tiago são de BrasíliaMaterial cedido ao Metrópoles7 de 7Casal frequentava igreja em CeilândiaMaterial cedido ao MetrópolesAlergia após lula empanadaAmanda sabia, desde a infância, que tinha alergia a camarão, mas não imaginava que também pudesse ter reações a outros frutos do mar. Como a lula empanada parecia peixe, ela decidiu experimentar um pedaço.“Sem saber exatamente o que estava sendo servido, pegou um pedaço e colocou na boca. Quando sentiu aquela textura borrachuda, percebeu que não era um peixe comum. Só que, naquele momento, ela já tinha engolido, então tentamos não nos desesperar”, relatou Tiago.O casal não tinha antialérgicos à disposição. Amanda sentiu um incômodo na garganta, mas a sensação passou depois que ela bebeu água. Por isso, os dois não imaginaram que a situação pudesse se agravar.“Seguimos normalmente, sem perceber que aquilo poderia ser o início de uma reação muito mais séria. Mas, em duas horas, tudo mudou. Estávamos saindo de uma livraria quando os sintomas começaram a aparecer, por volta das 16h30 (horário de Portugal)”, contou o marido.Amanda começou a apresentar manchas e inchaço na pele, ficou empolada e sentiu a garganta fechar. Uma equipe de emergência prestou os primeiros socorros, mas a enfermeira precisou ser transferida para outra unidade hospitalar.“A ambulância chegou e fez os primeiros socorros, mas, naquela unidade, não tinha o suporte necessário. Ela, então, precisou ser transferida para o Hospital Universitário de Coimbra, um pouco mais distante, e, infelizmente, não resistiu”, contou Tiago.Notas de pesarAmanda foi descrita pelo hospital onde trabalhava como uma enfermeira comprometida e humana. A brasiliense atuava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mantevida Taguatinga, no Distrito Federal, desde maio de 2025.Em nota de pesar, o Grupo Mantevida destacou a dedicação da profissional ao cuidado de pacientes e familiares, especialmente nos momentos mais delicados.“Amanda dedicava sua trajetória profissional ao cuidado de pacientes e famílias nos momentos mais delicados, exercendo a enfermagem com compromisso e humanidade. Sua presença e a forma atenciosa com que acolhia aqueles que precisavam de cuidados permanecerão na memória de quem conviveu com ela e de quem recebeu sua assistência”, declarou o grupo.A instituição manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da profissional diante da perda.O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também lamentou a morte da profissional.“Neste momento de tristeza, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força e serenidade para enfrentar a dor da despedida”, declarou o Coren-DF.














