O governo federal informou, nesta sexta-feira (25/9), que a bandeira tarifária no mês de outubro será verde. Com isso, as contas de luz terão um alívio, já que até o último mês estava em vigor a bandeira amarela — que representava custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, por meio da conta dele na rede social X.“Sua conta de energia mais barata com a bandeira verde em outubro. (…) As chuvas registradas neste mês, aliada ao bom planejamento junto a todas as entidades que compõem o setor elétrico, principalmente frente ao El Niño, foram imprescindíveis para isso”, escreveu o ministro.Bandeiras tarifárias mês a mêsAgosto de 2025: Vermelha – patamar 2Setembro de 2025: Vermelha – patamar 2Outubro de 2025: Vermelha – patamar 1Novembro de 2025: Vermelha – patamar 1Dezembro de 2025: AmarelaJaneiro de 2026: VerdeFevereiro de 2026: VerdeMarço de 2026: VerdeAbril de 2026: VerdeMaio de 2026: AmarelaJunho de 2026: AmarelaJulho de 2026: AmarelaAgosto de 2026: AmarelaSetembro de 2026: AmarelaOutubro de 2026: VerdeTradicionalmente, o anúncio da bandeira tarifária é realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A agência é o órgão responsável por analisar o cenário e definir mensalmente a cor da bandeira tarifária aplicada nas contas de luz.O último boletim do Operador Nacional do Sistema (ONS), que coordena e controla a geração e a transmissão de energia elétrica, vê um cenário de relativo conforto das reservas de energia nos reservatórios hidrelétricos.“Na semana de 19/9 a 25/9 houve precipitação nas bacias hidrográficas da Região Sul, no Paranapanema, Tietê, no trecho incremental da UHE Itaipu e nas bacias dos rios Grande e Paranaíba”, destaca o ONS.Ainda assim, o ONS mantém o alerta diante do aumento esperado das temperaturas em meio à estação da primavera.“Nos próximos meses, as temperaturas tendem a aumentar gradativamente em todo o país. Diante desse cenário, o ONS seguirá acompanhando atentamente as projeções e adotando, de forma preventiva e coordenada, as medidas necessárias para assegurar a segurança e a confiabilidade da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), em consonância com a evolução dos cenários energéticos”, pontua.As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015. Elas servem para indicar o custo real da energia e se traduzem no repasse desses gastos ao consumidor final.Como funciona a bandeira tarifáriaO sistema de bandeiras permite que o consumidor acompanhe as condições de geração de energia e os custos envolvidos no fornecimento. A cada mês, a Aneel define qual bandeira será aplicada. Leia também BrasilAneel mantém bandeira amarela na conta de luz em setembro BrasilConta de luz continua com bandeira tarifária amarela no mês de agosto BrasilConta de luz em dezembro terá bandeira amarela, define Aneel A bandeira verde não gera cobrança adicional. Já a amarela, como a que houve de de maio a setembro, acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.Há ainda dois níveis de bandeira vermelha, aplicados quando o custo de geração de energia é maior. Na vermelha patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 a cada 100 kWh. Na patamar 2, chega a R$ 7,87.








