São Paulo — Lara Mansur é uma jovem de 19 anos, estudante universitária em São Paulo e viralizou nas redes sociais após relatar uma suposta tentativa de sequestro por motoristas de aplicativo, nessa terça-feira (20/10). Os internautas ficaram curiosos com o caso e conspiraram sobre um possível novo golpe.@laraamansur se alguém souber o que foi isso POR FAVOR me fala estou enlouquecendo #golpe #sp #saopaulo #paulista #fy ♬ original sound – Lara Mansur ⸆⸉No vídeo, a garota conta que estava saindo da sua faculdade, por volta das 20h30, que fica na Avenida Paulista, e solicitou um carro de aplicativo da empresa Uber. Conferiu a placa e nome do motorista, e aguardou sua chegada. Ao ver que ele se aproximava, pediu para que parasse em um recuo próximo a um ponto de ônibus, para facilitar sua entrada no carro.Alguns minutos depois, percebeu que um carro do modelo, placa e cor mostrada no aplicativo havia se aproximado. Segundo Lara, o motorista a viu e sinalizou ao trânsito que iria encostar na calçada. Nesse momento, outro carro, exatamente igual (cor, placa e modelo), surgiu e estacionou no recuo. Lara ficou confusa, porém, considerou que aquele segundo carro era o Uber que havia solicitado.“Veio outro Argo branco, já na faixa da direita, ultrapassou ele (primeiro carro), ultrapassou ele e parou na minha frente. Ele olhou para mim, eu olhei para ele, eu olhei para o outro carro, estava parado […] Foi tudo muito rápido, as duas placas eram iguais, mas eu não lembrava do meio da placa, então, eu pensei ‘deve ser uma coincidência, esse aqui é meu carro (segundo carro)’. Abri a porta, perguntei ‘pra quem que é?’ e ele respondeu ‘para Lara'”, disse a jovem em entrevista ao Metrópoles.No caminho, a garota percebeu uma movimentação estranha: o primeiro carro que avistou estava os seguindo. Durante grande parte do trajeto, os dois carros andaram lado a lado, sem se distanciar. Em determinado momento, o primeiro carro ultrapassou o veículo em que ela estava, ficando logo a frente, o que permitiu que ela reparasse com calma na placa dele.“Quando ele foi para nossa frente, eu estava com o celular desbloqueado no aplicativo da Uber e eu vi a placa. Eu pensei ‘não, não é possível’. A placa era a mesma. Cheguei a pensar ‘Será que estou louca? Deve ser falha na Matrix’ “, detalha.Lara ficou com medo e ligou para seu namorado. Na ligação, a jovem começou a enfatizar que já estava no caminho de casa, que havia enviado sua localização em tempo real e a placa do carro. Nessa hora, o primeiro carro, que estava na frente mudou de faixa, acelerou e foi embora.“A hora que o motorista viu que eu estava falando com alguém no telefone, ele me olhou pelo retrovisor e o carro da frente sumiu. Foi para outra faixa e acelerou. Não sei se tinha uma escuta dentro do carro, a primeira coisa que eu pensei foi isso, ou às vezes, eles tinham algum sinal com farol ou setas”, afirma a estudante.A jovem compartilhou seu relato nas redes sociais e acabou viralizando. Alguns internautas comentaram que já passaram pelo mesmo e que, supostamente, esse seria um “modus operandi” de um novo golpe aplicado por falsos motoristas de aplicativo, que realizam sequestros relâmpago com os clientes para extorqui-los. Leia também São PauloQueda de 6 metros: funcionário que empurrou colega em discussão é liberado Na MiraAdvogada que chutou porta de toalha xingou outra vizinha de “preta suja” São PauloVeja vídeo em que Nunes convoca servidores para atuar na campanha de Flávio CelebridadesMalévola pode pegar até 4 anos de prisão no Egito, explica advogado Lara chegou a buscar o histórico da placa do carro de aplicativo, mas não encontrou nenhuma denúncia, apenas que o veículo era alugado e registrado em Belo Horizonte-MG.O Metrópoles buscou a Uber, questionando se a empresa já havia recebido outras denúncias semelhantes e solicitando um posicionamento. Em nota a empresa afirmou que, até o momento, não há evidências, imagens ou dados que permitam verificar a existência de um suposto golpe. Também inforou que conta com uma parceria com o Estadão Verifica, que já apurou relatos que se propagaram nas redes sociais, como o “golpe do gás” e o “golpe do instrutor”.A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que não possuem registros de casos semelhantes ou investigações em curso sobre golpes e sequestros ligados a clonagem de carros de aplicativo.








