O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (1º/10), durante entrevista ao Flow Podcast, que duvida que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tenha feito lobby ou conversado com ministros do governo para tratar de negócios ou contratos públicos.“Eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu. Duvido que meu filho tenha conversado com alguém a respeito disso”, declarou.A declaração ocorre em meio à investigação da Polícia Federal (PF) sobre a atuação de Lulinha e de aliados. A apuração levanta suspeitas de tráfico de influência, lobby ilegal e corrupção e analisa contatos do grupo com integrantes do governo federal.Ao ser questionado sobre as relações do filho com a empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista, Lula negou ter tido contato com ela e afirmou que fotografias não seriam suficientes para estabelecer uma relação de influência.Lula diz que filho deve responder se houver crimeApesar de defender o filho, o petista afirmou que Lulinha terá de prestar contas à sociedade caso as investigações apontem que ele cometeu alguma irregularidade. “Se ele não fizer nada de errado, ele tira o horário e brinca com o meu brinquedo. Mas, se ele fez uma coisa, ele tem que pagar pelo crime que cometeu”, declarou.O presidente também afirmou que não pretende utilizar a estrutura do governo para protegê-lo.“Ele não terá proteção da Polícia Federal, a meu pedido”, disse.Lula acrescentou que o filho terá a sua solidariedade, mas deverá responder pelos próprios atos caso sejam identificadas irregularidades.“Ele sabe que vai ter da minha parte solidariedade, mas ele terá que prestar contas à sociedade. Justo. Ele e qualquer um”, afirmou.3 imagensFechar modal.1 de 3Reprodução/Youtube2 de 3O presidente Lula e seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como LulinhaArte/Metrópoles3 de 3Fábio Luís Lula da Silva, o LulinhaJUCA VARELLA/ESTADÃO CONTEÚDOO que a PF investigaA PF investiga se Lulinha e pessoas próximas usaram contatos no governo para intermediar interesses privados, incluindo negócios nas áreas de saúde e tecnologia.A apuração analisa mensagens entre a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, além de possíveis tratativas envolvendo a venda de canabidiol ao SUS e uma disputa comercial entre a Unigel e a Petrobras.O Ministério de Minas e Energia nega que Alexandre Silveira tenha sido procurado para interferir no caso.A defesa de Marcola também nega lobby ilegal.Durante a entrevista, o presidente brasileiro também foi questionado sobre a informação de que Lulinha receberia R$ 300 mil mensais em um suposto esquema relacionado ao “Careca do INSS”.A defesa do filho do presidente nega a acusação.Ao comentar o caso, Lula afirmou que, caso as investigações apontem algum crime, o filho deverá responder como qualquer outra pessoa.













