Secretário nacional de Organização do PT disse que atuação da PM foi 'surpreendente' e que partido havia aprovado o ato; episódio ocorre após o TRE-SP autorizar a realização da caminhada, mantendo a preservação do fluxo viário e o cumprimento das orientações da PM e da CET; o 'Estadão' acionou a SSP de São Paulo e aguarda manifestação

3 out 2026 - 11h52

(atualizado às 12h45)

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- Por: William Miron (Broadcast), Rayllanna Cardoso e Levy Teles

Resumo

O último ato de campanha de Lula e Haddad antes do primeiro turno registrou tensão na região da rua Augusta, em São Paulo, após a Polícia Militar ordenar a retirada de caminhões de som. Integrantes do PT acusaram a PM de ameaçar motoristas de prisão antes da chegada dos candidatos, classificando a ação como surpreendente por contrariar acordos prévios. O evento havia sido liberado pelo TRE-SP sob a condição de manter o fluxo viário e seguir as diretrizes da PM e da CET.

Caminhada de Lula e Haddad na Rua Augusta.

Foto: Taba Benedicto/Estadao / Estadão

O último ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), antes do primeiro turno teve um princípio de confusão na manhã deste sábado, 3, na região da rua Augusta, em São Paulo, após policiais militares pedirem a retirada de caminhões posicionados no local.

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Pelo sistema de som, locutores do evento disseram que motoristas teriam sido ameaçados de prisão caso permanecessem nos veículos. Um deles reagiu à abordagem: "Se alguém se machucar hoje, a polícia será responsável. Não vai descer do carro."

O secretário nacional de Organização do PT, Laércio Ribeiro, afirmou que a campanha ajustou todos os detalhes com com a prefeitura e com a polícia antes do ato e que é "surpreendente" a ação da PM. "Agora, de forma surpreendente, a polícia encosta aqui no caminhão ordenando que o motorista siga a caminhada sem a chegada do presidente da república, sem a chegada do Haddad, da Marina e da Tebet", questiona o secretário.

Laércio afirma ainda que o partido tem vídeo de um policial ameaçando o motorista de um dos caminhões de prisão, caso ele não deixasse o local.
O Estadão acionou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e aguarda posicionamento.
O episódio ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizar a realização da caminhada na região. A decisão condicionou o ato à preservação do fluxo viário e ao cumprimento das orientações da PM e da CET.
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