Fábia Oliveira

Imagem colorida de Rick e do helicóptero
Imagem colorida de Rick e do helicóptero · Imagem: Reprodução

Após queda de helicóptero que matou cinco pessoas, neurologista explicou como o cérebro reage diante de uma ameaça extrema

Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo
Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo · Imagem: Source: www.metropoles.com

Fábia Oliveira

Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo
Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo · Imagem: Source: www.metropoles.com

23/09/2026 12:37

Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo
Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo · Imagem: Source: www.metropoles.com

Reprodução

Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo
Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo · Imagem: Source: www.metropoles.com

O acidente de helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e outros dois tripulantes chamou atenção para uma reação do corpo humano diante de situações de perigo extremo. Após os destroços da aeronave serem encontrados na Serra Catarinense, na terça-feira (22/9), o neurologista Wedney Livânio fez uma publicação nas redes sociais para explicar o que acontece no cérebro quando uma pessoa se vê diante de uma ameaça desse tamanho.

Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo
Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo · Imagem: Source: www.metropoles.com

Segundo o médico, o organismo passa por uma reorganização imediata e direciona suas funções para a sobrevivência. “Diante de um perigo desse tamanho, o cérebro reorganiza toda a sua atividade em milissegundos. A amígdala assume, o córtex racional recua, e o corpo entra num estado que existe pra uma única função: sobreviver”, escreveu.

Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo
Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo · Imagem: Source: www.metropoles.com

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo
Rick: neurologista explica como o cérebro reage diante de perigo extremo · Imagem: Source: www.metropoles.com

Frequência de envio: Diário

Ver todas

Ver todas as newsletters

Na publicação, Wedney explicou passo a passo como o cérebro reage nos primeiros instantes de uma situação de ameaça.

4 imagens

1 de 4

Rick Sollo e Bruno Avelar antes da queda de helicóptero em Santa Catarina

2 de 4

Reprodução

3 de 4

Primo de Rick, dupla de Renner, desabafa sobre desaparecimento: "Sem saber"

Instagram/Reprodução

4 de 4

Reprodução/ Instagram

“No instante em que um perigo desse tamanho aparece, a amígdala cerebral detecta a ameaça antes mesmo de a pessoa entender o que está acontecendo. O alarme dispara em milissegundos, antes de qualquer raciocínio lógico entrar em ação. O hipotálamo recebe esse alarme e aciona o sistema nervoso simpático”, explicou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

De acordo com o neurologista, a resposta física acontece praticamente de forma imediata. “Em frações de segundo, adrenalina entra na corrente sanguínea. O coração acelera, a respiração dispara e os músculos se contraem”.

Ele também explicou a atuação do cortisol durante esse processo: “Ao mesmo tempo, o eixo HPA libera cortisol. Esse hormônio redistribui energia pros órgãos vitais e desliga funções que não são urgentes naquele momento, como digestão e percepção de dor”.

Cérebro deixa de priorizar a razão

O neurologista também abordou o papel do córtex pré-frontal, região relacionada ao planejamento, avaliação de riscos e tomada de decisões.

“O córtex pré-frontal é a parte do cérebro que planeja, calcula risco e toma decisão racional. Sob esse nível de estresse, níveis altos de noradrenalina desligam essa região inteira”, disse le.

Com isso, segundo o especialista, a resposta passa a ser predominantemente instintiva. “Com o pré-frontal fora de ação, a amígdala assume o controle. O cérebro para de pensar e passa a reagir. É o que a neurociência chama de sequestro emocional, o instinto de sobrevivência tomando o lugar da razão”.

O neurologista ainda explicou por que a percepção do tempo pode mudar em momentos de extremo perigo. “A percepção do tempo se distorce. Segundos parecem durar minutos. Isso acontece porque, sob ameaça extrema, o cérebro processa muito mais informação por segundo do que processa num dia comum”.

Ao final da publicação, Wedney ressaltou que essa resposta não representa uma falha individual, mas uma reação do próprio sistema nervoso diante de uma ameaça repentina. “Essa reação acontece com qualquer pessoa diante de um perigo repentino. Entender isso ajuda a ver que o corpo, naquele momento, só está fazendo o trabalho dele”, escreveu.

Ver esse post no Instagram

Um post compartilhado por Wedney Livânio – Neurologista em Mossoró (@wedney.livanio)