A primeira temporada de The White Lotus, uma série estadunidense de comédia dramática satírica criada, escrita e dirigida por Mike White, que estreou na HBO em 11 de julho de 2021. A temporada foi aprovada em outubro de 2020 como uma série limitada, filmada no Havaí no final de 2020, e conta com um elenco que inclui Murray Bartlett, Connie Britton, Jennifer Coolidge, Alexandra Daddario, Fred Hechinger [en], Jake Lacy, Brittany O'Grady, Natasha Rothwell, Sydney Sweeney, Steve Zahn e Molly Shannon. A temporada tem seis episódios e acompanha a vida dos funcionários e dos hóspedes abastados de um resort tropical no Havai. A temporada foi aclamada pela crítica, onde recebeu onze indicações na 74a edição do Primetime Emmy Awards e nove no 74a Edição do Emmy de Artes Criativas do Primetime [en], resultando em dez prêmios nas duas cerimônias. Apesar de ter sido concebida como uma minissérie, em 10 de agosto de 2021, a HBO a renovou para uma segunda temporada, transformando-a em uma série antológica. A segunda temporada estreou em 30 de outubro de 2022.

Elenco

Principal Murray Bartlett como Armond, o gerente confiante do resort White Lotus, que também é um ex-viciado em drogas e está limpo há cinco anos; Connie Britton como Nicole Mossbacher, diretora financeira de uma empresa de mecanismos de busca e esposa de Mark; Jennifer Coolidge como Tanya McQuoid, uma mulher atrapalhada cuja mãe faleceu recentemente Alexandra Daddario como Rachel, uma jornalista recém-casada com Shane Fred Hechinger [en] como Quinn Mossbacher, o filho socialmente desajeitado de Nicole e Mark Jake Lacy como Shane Patton, um corretor imobiliário e marido de Rachel Brittany O'Grady como Paula, a amiga da Olivia da faculdade Natasha Rothwell como Belinda Lindsey, a gerente do spa do resort Sydney Sweeney como Olivia Mossbacher, a filha sarcástica de Nicole e Mark, que está no segundo ano da faculdade Steve Zahn como Mark Mossbacher, o marido de Nicole, que está passando por um problema de saúde Molly Shannon como Kitty, a mãe do Shane

Recorrente Lukas Gage como Dillon, funcionário do White Lotus Kekoa Scott Kekumano como Kai, um funcionário do White Lotus que se aproxima de Paula Alec Merlino como Hutch, um garçom no White Lotus Jon Gries como Greg, um hóspede do White Lotus que se relaciona com a Tanya

Convidado Jolene Purdy como Lani, uma estagiária no White Lotus

Episódios

Produção

Desenvolvimento Em 19 de outubro de 2020, a HBO encomendou a série The White Lotus, composta por seis episódios. A série foi criada, escrita e dirigida por Mike White. White também atua como produtor executivo ao lado de David Bernad e Nick Hall. Mark Kamine atua como coprodutor executivo. Em uma entrevista com Ben Travers, do portal IndieWire, no ATX Television Festival [en] de 2021, White disse que queria explorar a questão de “como o dinheiro pode perverter até mesmo nossos relacionamentos mais íntimos”, examinar a “ética de passar férias nas realidades alheias” e apresentar a experiência “de carne e osso” de ser tomado pela dinâmica de poder das “guerras culturais de hoje”. Após o sucesso de crítica e audiência da primeira temporada, a série foi renovada como uma antologia, com cada temporada contando as histórias de um grupo diferente de viajantes durante sua estadia em uma propriedade da White Lotus.

Filmagem As filmagens da primeira temporada começaram em outubro de 2020 no Havaí, seguindo as diretrizes relativas à COVID-19. Em 21 de novembro de 2020, a série já estava na metade das filmagens no [[Four Seasons Resort Maui |Four Seasons Resort Maui]] [en] e tinha filmagens programadas para dezembro em locais ao redor de Maui, incluindo Lānaʻi, onde foram rodadas algumas cenas na praia. Zahn disse ao The Hollywood Reporter que o Four Seasons estava fechado durante as filmagens, o que criou uma [[Bolha de biossegurança |bolha]] [en] de isolamento para o elenco e a equipe. Tanto ele quanto Hechinger obtiveram a certificação profissional para as cenas de mergulho. [[Ben Kutchins |Ben Kutchins]] [en] atuou como diretor de fotografia da temporada.

Elenco Após o anúncio da encomenda da minissérie, foram confirmados no elenco Murray Bartlett, Connie Britton, Jennifer Coolidge, Alexandra Daddario, Fred Hechinger [en], Jake Lacy, Brittany O'Grady, Natasha Rothwell, Sydney Sweeney e Steve Zahn. Em 30 de outubro de 2020, Molly Shannon, Jon Gries, Jolene Purdy, Kekoa Kekumano e Lukas Gage juntaram-se ao elenco em papéis recorrentes. Alec Merlino, que foi concorrente de Mike White no reality show [[Survivor: David vs. Goliath |Survivor: David vs. Goliath]] [en], foi escalado para o papel de Hutch, um garçom.

Música White contratou o compositor chileno Cristobal Tapia de Veer [en] para compor a trilha sonora da temporada. O tema, “Aloha!”, foi composto para evocar os sons da selva. Tapia de Veer utilizou métodos incomuns, incluindo soprar com força excessiva em uma flauta e emitir ele mesmo ruídos vocais estridentes e “sons de macaco”. Ele também utilizou um charango sul-americano, cerca de uma dúzia de tambores de diferentes culturas (na maioria, tambores artesanais feitos de madeira e pele de animal), uma variedade de chocalhos e um pouco de piano.

Orçamento De acordo com a Vulture, o custo de produção da temporada ficou abaixo de 3 milhões de dólares por episódio.

Lançamento A temporada estreou em 11 de julho de 2021 na HBO e na HBO Max. No Reino Unido e na Irlanda, a temporada estreou no Sky Atlantic em 16 de agosto de 2021.

Mídia caseira A temporada foi lançada em DVD em 13 de setembro de 2022.

Recepção

Crítica O agregador de críticas Rotten Tomatoes registrou uma taxa de aprovação de 90% para a primeira temporada de The White Lotus, com base em 97 críticas, e uma nota média de 8,4/10. O consenso da crítica do site diz: “Embora suas verdadeiras intenções possam ficar um pouco obscuras, paisagens deslumbrantes, um drama cheio de reviravoltas e um elenco perfeito fazem de The White Lotus um destino de visualização envolvente — ainda que desconfortável.” No Metacritic, a temporada tem uma pontuação de 82 em 100 com base em 39 críticos, indicando “aclamação universal”. Matthew Jacobs, da revista TV Guide, deu uma nota de 4.5 em 5 e escreveu que era “uma das melhores séries do ano até agora”. O crítico Alan Sepinwall, da revista Rolling Stone, deu uma nota de 3,5 em 5 estrelas e descreveu a série como “frequentemente desconfortável, às vezes poética, ocasionalmente hilária e profundamente idiossincrática do início ao fim”. A atenção de White aos detalhes dos personagens foi elogiada, por Naomi Fry, da The New Yorker, louvando seu “carinho pelos personagens, que nunca parecem caricaturas”, e Judy Berman, da Time, chamando-o de “excepcionalmente sintonizado com os conflitos internos dos personagens, bem como com seus diferentes níveis de autoconsciência”. James Poniewozik, para o jornal The New York Times, elogiou o equilíbrio de White entre tons “sardônicos e sinceros” e seu “olho clínico para perceber como as pessoas podem transformar o idealismo em arma”, mas também disse que a escrita “às vezes se esforça para ser atual, com suas referências ao Mad Libs [en] da guerra cultural sobre dando uma lição nos liberais [en], cancelamento e doxxing". As atuações do elenco foram amplamente elogiadas, com Roxana Hadadi, do RogerEbert.com, atribuindo à temporada quatro estrelas em quatro e escrevendo que ela apresenta uma “combinação de atuações que são quase universalmente cativantes”. Hadadi elogiou o “trabalho sutil e elástico” de Rothwell, com um momento final “marcante” na tela. Alguns críticos lamentaram que os personagens não brancos e nativos do Havaí que trabalham no resort, como Lani e Kai, tivessem pouco tempo de tela e fossem os personagens menos desenvolvidos. Dessa forma, os críticos argumentaram que a série não abordou suficientemente a questão que parecia disposta a criticar — os privilégios da classe alta branca e abastada. Poniewozik do The New York Times, considerou que a série “poderia dedicar mais atenção à parte de baixo de sua história de ‘em cima e embaixo’; ela aborda, mas não explora de fato, a vida dos funcionários havaianos nativos que servem às mesas e realizam rituais na hora do jantar” para os hóspedes. Mitchell Kuga, da Vox, escreveu: “tocando superficialmente no imperialismo, The White Lotus finge ter um centro moral, mas nunca aborda o tema além de um mero gesto... quão bem-sucedida pode ser uma sátira se ela replica as mesmas estruturas de poder que pretende satirizar?”. White afirmou que a intenção de dar menos tempo de tela aos personagens nativos era mostrar o quanto os trabalhadores parecem “intercambiáveis” aos olhos dos mais privilegiados. Inkoo Kang, para o jornal The Washington Post, afirmou que os personagens e as atuações “resultam em um drama cheio de reviravoltas, nauseante e suado de claustrofobia”, mas que, ao lado de outras séries populares centradas em pessoas brancas e abastadas, como Succession, Big Little Lies, The Undoing e The Crown, The White Lotus não trazia nada de novo “para observar sobre o rastro de destruição casual que os ricos e influentes podem deixar em seu rastro infeliz”. No jornal britânico The Observer, Kyle Turner escreveu que, “como alguém que gosta muito da habilidade geralmente delicada e hábil de White em equilibrar o tom”, ele esperava que a série tivesse “mais precisão em suas flechas envenenadas”. Turner acrescentou que a série era “muito ampla para ser uma boa sátira, muito criticamente incisiva para ser uma tragédia direta, muito envolvida em seu melodrama para ser uma comédia ampla, até se tornar ouroboriana em sua indecisão quanto ao tom e ao ethos. Não é que esses gêneros e tropos não possam coexistir. É que, aqui, eles flutuam à deriva, desprovidos de equilíbrio alquímico.” Os críticos ficaram divididos quanto ao final da primeira temporada, com Kang afirmando que “a reviravolta no final da série leva a história, de forma decepcionante, para águas mais calmas. Quando a turbulência passa, resta apenas espuma”. Outros críticos, como Emily St. James [en], da Vox, argumentaram que o que consideravam um final anticlimático era precisamente o objetivo da série e reforçava o comentário de White sobre os poderosos e os privilegiados. A temporada figurou entre as dez melhores nas listas de “Melhores series de 2021” de várias revistas e jornais, incluindo o primeiro lugar no The A.V. Club, The Globe and Mail, The Ringer, Slant Magazine e The Sunday Times; em segundo lugar no The Boston Globe, Decider, Exclaim!, The Guardian, The Independent, New York Daily News, San Antonio Express-News, Sioux City Journal [en], Time e Vulture; e em terceiro lugar no Good Morning America, NME e Uproxx, entre outros. Teté Ribeiro, para o jornal Folha de S.Paulo, deu 4 estrelas de 5. Ao falar sobre a série afirmou "como costuma acontecer nos reality shows, em que os primeiros episódios mostram os participantes nas suas melhores versões e, no fim, eles são eliminados quando se revelam suas piores facetas. E é uma das melhores surpresas televisivas deste ano." Cora Rónai, para o jornal carioca O Globo, fez crítica postiva ao seriado e acresecentou "série é um resumo das pautas e dos estereótipos do nosso tempo, mas tem o bom senso de não tratá-los como discurso, mas sim como base para uma comédia desconfortável". Isabela Boscov, para a revista Veja, fez crítica mista ao seriado. Marcelo Hessel, para o portal Omelete, fez crítica positiva ao filme, dando quatro estrela de cinco e afirmou "The White Lotus não adere literalmente a uma narrativa tipo Feitiço do Tempo mas o seu Dia da Marmota é visível, e é dele que vem esse sentimento de estagnação social, que assola os personagens e se estende ao espectador."

Audiência A primeira temporada de The White Lotus alcançou a maior audiência entre todas as séries da HBO Max e registrou um crescimento consistente semana a semana, tanto na estreia quanto na audiência digital. Mais especificamente, o segundo episódio apresentou um aumento de 9,29% na audiência da estreia em relação ao primeiro episódio, enquanto o terceiro episódio registrou um aumento de 4,14%, o quarto episódio um aumento de 7,74%, o quinto episódio um aumento de 5,05% e o episódio final um aumento de 57,12%, o maior aumento de audiência da temporada. A primeira temporada também atingiu uma média de 544.000 espectadores na audiência.

Prêmios A temporada recebeu 11 indicações na 74a edição do Primetime Emmy Awards nas categorias de séries limitadas ou antológicas. Também foi indicada a nove 74a Edição do Emmy de Artes Criativas do Primetime [en] em oito categorias, conquistando cinco prêmios. A temporada conquistou o maior número de Emmys naquele ano em ambas as cerimônias, incluindo Melhor Série Limitada ou Antológica, Murray Bartlett no de Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada, Antológica ou Filme [en], Jennifer Coolidge no de Melhor Atriz Coadjuvante [en] e e Mike White nos de Melhor Direção [en] e Melhor Roteiro [en]. Connie Britton, Alexandra Daddario, Jake Lacy, Natasha Rothwell, Sydney Sweeney e Steve Zahn também receberam indicações nas categorias de atuação.

Referências